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A Assembleia Legislativa dos
Açores chumbou uma proposta
do CDS que defendia a trans-
ferência de Lisboa para a ilha
Terceira da base operacional da
SATA Internacional.
O objetivo da proposta, segundo
explicou Artur Lima, do CDS,
era “criar centenas de postos de
trabalho qualificado” no aero-
porto das Lajes, numa altura em
que está em curso um processo
de redução do contingente laboral
norte-americano na base militar
da ilha Terceira, que terá “impac-
tos negativos na economia local”.
“A dispensa de meio milhar de
trabalhadores das Feusaçores,
ligados à atividade aeronáuti-
ca, constitui uma oportunidade
de recuperação e requalificação
para outras funções de âmbito
civil, dentro da mesma atividade”,
destacou o líder parlamentar do
CDS-PP na Assembleia Legislati-
va açoriana.
Mas apenas o PPM esteve ao lado
do CDS nesta reivindicação, que
acabou por ser chumbada pelas
bancadas do PS, PSD, BE e PCP,
que não veem vantagens na trans-
ferência da base operacional da
SATA Internacional para a ilha
Terceira.
Uma opinião partilhada pelo
Chumbada proposta de transferência de base da SATA
para a ilha Terceira
RE/LUSA
29 DE MAIO DE 2015 | JORNAL REGIÃO ECONÓMICA AÇORES
9
REGIÃO
secretário regional do Turismo e
dos Transportes, Vitor Fraga, para
quem a mudança da base ope­
racional da SATA Internacional
poderia criar “instabilidade labo-
ral” e colocar em risco a “susten­
tabilidade da empresa”.
Segundo explicou, essa alteração
teria repercussões não apenas
laborais mas também logísticas, e
recordou que mesmo que os tra-
balhadores aceitassem essa trans-
ferência, ela não teria o impacto
de criação de emprego previsto
pelo CDS.
“No caso de todos aceitarem, isto
teria um custo para a empresa de
846 mil euros, significando que,
simultaneamente, a criação de
novos postos de trabalho era zero,
ou seja, era a transferência direta
de trabalhadores de uma base para
outra”, afirmou Vítor Fraga.
Quando foi ouvido em sede de
comissão parlamentar sobre a
proposta do CDS-PP, também o
presidente da administração da
SATA, Luís Parreirão, considerou
que a instalação de uma base ope­
racional da empresa na ilha Tercei-
ra é uma opção inviável do ponto
de vista financeiro e sem racionali-
dade económica.
A SATA Internacional é a empresa
do Grupo SATA que assegura as li-
gações entre os Açores e o exterior
da região.
PÚB.