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O povo quer medidas concretas que criem emprego, tornem a sua vida menos custosa e combatam o desperdício de dinheiros públicos, seja pelo corte na des­
pesa pública, seja pela extinção de empresas públicas opacas. Não quer saber se haverá um “senador” vindo do continente, ou eleito pelo povo açoriano - mas
designado pela clique política regional. Seria trocar um tacho a um continental, por um tacho a um açoriano. Imaginem que o eleito seria Carlos César? Quem
acham que iria “mandar”? Vasco Cordeiro ou Carlos César? E a quem interessa esse debate? Eventualmente, aos políticos que pouco têm a acrescentar ao forta­
lecimento da Autonomia regional.
Serviço público é trabalhar pelo fomento da economia, pela agilidade da máquina do Estado regional, pela procura de consensos duradouros na política, econo­
mia e esfera social. Esse é o legado que o povo recordará de um político.
Como pôr o comércio e o turismo a ganharem dinheiro, como rentabilizar as infraestruturas agrícolas e piscatórias, como vender os produtos regionais no
exterior, como retirar rendimento do fundo do mar…Esses são alguns dos desafios de políticos e empresários. Como salvar a SATA da falência, bem como a
Atlânticonline e as conservas Santana, entre tantas outras. Essa é a tarefa de quem governa e, até agora, nada de concreto está a ser feito para afastar esses fan­
tasmas. Onde estavam os políticos aquando do anúncio da entrada das “low cost” na rota para São Miguel? Quem se responsabiliza pela queda do grupo SATA?
Porque é que uma empresa de um sector valorizado, como é o caso das conservas Santana, não consegue produzir melhores resultados? Não vejo esse trabalho
persistente na procura de soluções para dar resposta a estes problemas. E se resultados há, eventualmente vêm fora do tempo, num formato fora de contexto, sem
brilho, sem consensos, apenas para satisfazer alguns interesses instalados. Um pouco à semelhança do que se concluiu na avaliação ao funcionamento do maior
hospital do país: Santa Maria. O hospital é “controlado” por grupos de interesse da maçonaria, partidos políticos e “empresas dos amigos”.
Para combater o poder centralizador em São Miguel, os poderes locais das restantes oito ilhas precisam de mobilizar forças em seu proveito. Não basta o protesto
permanente sem trabalho de casa apurado e sem os consensos devidos. Cada território deverá procurar os seus pontos fortes e demonstrar, a privados e ao poder
político, que vale a pena apostar nessas ideias, projetos e infraestruturas. Através de pequenos passos será possível alcançar um futuro melhor.
Eduardo Tavares de Melo
Jornalista c.p. 3391
emelo2009@gmail.com
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