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Grupo Estado Islâmico executou mais de 460
pessoas na Síria durante o último mês
Rafael Marques con-
-denado, com pena
suspensa
O tribunal provincial de Luanda condenou
Rafael Marques a seis meses de prisão com
pena suspensa no processo de difamação
sobre a violação dos direitos humanos.
O tribunal provincial de Luanda condenou
Rafael Marques a seis meses de prisão com
pena suspensa no processo de difamação
sobre a violação dos direitos humanos na
exploração diamantífera, apesar de um
acordo do jornalista com os generais quei­
xosos.
Durante todo o julgamento, que se ini­
ciou em março, apenas foi ouvido Rafael
Marques, que explicou em tribunal, ao
longo de várias sessões, e nunca obteve
respostas dos visados no livro às questões
colocadas sobre o tema.
Fonte: Observador
O grupo terrorista Estado
Islâmico executou, pelo
menos, 464 pessoas no últi­
mo mês na Síria, o que ele­
va para 2.618 o número de
assassinatos de capturados
desde a autoproclamação
do califado, em junho de
2014.
O Observatório Sírio dos
Direitos Humanos (OSDH)
refere, em comunicado,
que a contagem é recente,
entre 28 de abril e 28 de
maio deste ano, um período
durante o qual metade das
vítimas se registaram na
cidade de Palmira, noticia a
agência Efe.
Entre os mortos há 149
civis, dos quais 14 são
menores de idade e treze
são mulheres, afirma o
OSDH, referindo ainda que
67 dos civis morreram em
Palmira, uma antiga cidade
na Síria central, localizada
num oásis a cerca de 210
quilómetros a nordeste de
Damasco e que foi domi­
nada pelo Estado Islâmico
(EI).
As
autoridades
sírias
avançam um número de
mortos superior e assegu­
ram que o grupo radical
Estado Islâmico decapitou,
pelo menos, 400 pessoas, a
maioria crianças, mulheres
e idosos, em Palmira, desde
20 de maio, data em que o
grupo terrorista dominou a
cidade síria.
A maioria dos executados
extrajudicialmente são efe­
tivos do exército sírio e de
milícias aliadas, no total
296, enquanto os restantes
são combatentes rebeldes
rivais do EI.
Os motivos alegados pelos
jihadistas para assassinar
estas pessoas são variados:
apostasia, luta contra o EI,
espionagem e cooperação
com o regime sírio, blas­
fémia, tráfico de drogas e
traição aos muçulmanos,
entre outros.
O EI proclamou em finais
de junho de 2014 um cali­
fado na Síria e no Iraque e
conseguiu expandir-se ape­
sar dos bombardeamentos
da coligação internacional,
iniciados a 23 de setembro
de 2014.
Há uma semana, o Obser­
vatório afirmou que o EI
controlava mais de 50% do
território sírio, o que equi­
vale a 95.000 quilómetros
quadrados, após os recentes
avanços na província cen­
tral de Homs, onde se en­
contra Palmira.
A política é um desporto? Para eles sim
A imagem também importa,
principalmente se estivermos a
falar dos líderes políticos mais
importantes do mundo. É por isso
que muitos deles se dedicam ao
desporto, para se manterem sau­
dáveis e para darem o exemplo aos
cidadãos que governam.
No início deste ano, a Health Fit­
ness Revolution estudou as práti­
cas desportivas dos políticos e as
condições físicas dos líderes para
chegar aos mais saudáveis, explica
a BBC.
O caso mais relevante é o do vício
pelo desporto do líder russo,
Vladimir Putin. É que o presiden­
te dedica-se a várias modalidades,
desde judo até várias outras artes
marciais. Também Barack Oba­
ma, o presidente norte-america­
no, não dispensa uma partida de
basquetebol e também já se ren­
deu ao golfe.
Da Bolívia chega o exemplo de
Evo Morales, o presidente que
joga futebol ativamente. A Améri­
ca do Sul também conta com a
argentina Kirchner, que prefere
a tranquilidade do ioga, ou do
colombiano Juan Manuel Santos,
amante de golfe.
O presidente da Bielorússia, Al­
exander Lukashenko, gosta de
esqui ou ténis, mas pratica mui­
tos outros desportos. E chegou a
jogar hóquei ao lado de Putin. Já
na Jordânia, o rei admite que é
um amante de paraquedismo, en­
quanto a presidente da Coreia do
Sul, Park Geun-Hye, não esconde
a paixão pela dança aeróbia. Do
interior da Ásia, do Butão, Jigme
Wangchuck gosta tanto de jogar
basquetebol que quer torná-lo no
desporto oficial do reino.
Na remota Austrália, Tony Abbot
também dá o exemplo com as
provas de resistência que gosta
de praticar. Participa mesmo em
maratonas junto a pessoas com
dificuldades visuais.
Voltando à Europa. Na Finlândia,
Sauli Niinisto não larga o seu par
de patins e já percorreu pistas em
30 países .
Em Portugal tinhamos um exem­
plo: José Sócrates. O ex-primei­
ro-ministro, agora detido, gostava
de correr e chegou a participar
em algumas maratonas. E consta
que, mesmo no estabelecimento
prisional de Évora, Sócrates ainda
não largou o hábito.
Fonte: Lusa
INTERNACIONAL
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29 DE MAIO DE 2015 | JORNAL REGIÃO ECONÓMICA AÇORES
100 toneladas de obras de arte nazi encontradas na Alemanha
O Departamento de Investigação
Criminal de Berlim descobriu a
localização de muitas obras de
arte Nazi, em Bad Durkheim. En­
tre as toneladas de peças artísticas
encontradas está “Walking Hors­
es”, uma escultura de bronze do
nazi Josef Thorak que estava entre
as prediletas de Hitler.
As obras estavam a caminho do
mercado negro, prestes a serem
vendidas por oito milhões de eu­
ros. É que o mercado oficial ainda
olha com desconfiança para a arte
nazi e toma-a como um assunto
tabu, de acordo com as expli­
cações do historiador Christian
Fuhrmeister.
A descoberta foi conseguida
em parceria com um detetive
dinamarquês chamado Arthur
Brand, que ajuda os coleciona­
dores de arte a analisarem a au­
tenticidade das peças e as famílias
de raiz judias a recuperarem o pa­
trimónio artístico que perderam
durante a perseguição nazi.
Brand foi contactado por um
vendedor que alegava possuir os
cavalos. Ao início, o detetive não
acreditou na história porque jul­
gava-se que a obra de Thorek –
que ladeava a Grande Chancelaria
do Reich Adolf Hitler – tinha sido
destruída pelo Exército Vermelho.
Ninguém via os dois cavalos desde
1989.
Mas Brand teve acesso a fotografi­
as da alegada obra de arte e seguiu
pistas com as informações de
vários documentários e livros de
História. Quando chegou a algu­
mas localizações prováveis para a
peça nazi avisou a polícia.
As obras de arte foram encontra­
das num armazém, nas mãos de
um homem que as dizia possuir
desde há 25 anos. Chegou a que­
rer oferecer os cavalos a um mu­
seu federal, afirmou, mas não foi
“levado a sério”. A descoberta das
obras conduziu à detenção de oito
pessoas, entre os 64 e os 79 anos.
O historiador Fuhrmeister acredi­
ta que a melhor forma de abordar
a arte nazi é enfrentá-la, em vez de
deixá-la nas sombras: “o mistério
pode alimentar o mito” e, portan­
to, a curiosidade de terceiros. De
todo o conjunto de arte nazi, ape­
nas 3% faz menção às guerras e à
propaganda do regime.
Fonte: Observador