BP tem de pagar 16,8 mil milhões pelo derrame no Golfo do México

Em 2010, durante 87 dias, petróleo e gás metano correram livres de um poço da BP. O pior acidente do género nos EUA culmina no acordo bilionário de hoje.

Em Abril de 2010, uma fuga numa exploração petrolífera da BP no Golfo do México provocou um desastre ambiental resultante de 4,2 milhões de barris de petróleo vertidos naquelas águas. Aquele que foi considerado o maior acidente do género nos EUA resultou nesta quinta-feira num acordo. De acordo com a Bloomberg, a BP pagará cerca de 16,8 mil milhões de euros ao longo de 18 anos aos governos federal e de cinco Estados norte-americanos.

"Este acordo resolverá as maiores responsabilidades que restam do trágico acidente", referiu o CEO da companhia, Bob Dudley. "Para os EUA e o Golfo em particular, este acordo irá proporcionar uma significativa renda ao longo de muitos anos para reforço da restauração dos recursos naturais e para as perdas relacionadas com o derrame", avançou ainda num comunicado.

Dos 18.700 milhões de dólares, 5.500 serão relativos a coimas federais ao abrigo do ‘Clean Water Act', batendo o anterior recorde de mil milhões de dólares. Louisiana, Mississipi, Alabama, Florida e Texas serão indemnizados pelo pior derrame de sempre no ‘offshore' norte-americano.

O derrame, conhecido pelo nome da exploração, Macondo, da localização, Golfo do México, e pela plataforma que se afundou, Deepwater Horizon (a derrocada desta foi provocada por uma explosão na qual desapareceram 11 funcionários), derivou da quebra de um selo de cimento, que levou à fuga que prendeu a atenção do mundo durante praticamente três meses.

Os esforços dos engenheiros, que chegaram a dar a fuga por tapada várias vezes, enquanto procediam a variadas tentativas, como a injecção de líquidos pesados no poço, só tiveram resultado ao fim de 87 dias. Entretanto, afirmou o Governo americano, o equivalente 4,2 milhões de barris de petróleo tinham escorrido para as águas do Golfo.
Cinco anos após o acidente, os cientistas continuam a estudar os impactos ambientais, mas os efeitos a longo prazo continuam incertos.

Fonte: Económico

Partilhar