Cameron diz que Estado Islâmico está a preparar ataques "terríveis" no Ocidente

Primeiro-ministro britânico anuncia a maior operação de combate ao terrorismo em uma década.

"Temos de ser intolerantes com a intolerância e rejeitar aqueles cujas acções se alinham à narrativa do extremismo islâmico e criam condições para que ele possa florescer" declarou Cameron, citado pelo jornal britânico "The Daily Telegraph".

Cameron fez estas afirmações depois de um militante islâmico ter morto a tiro na sexta-feira cerca de 30 turistas na Tunísia, um ataque que os políticos do país descrevem como o pior dos últimos dez anos.

Entre os mortos no ataque ao hotel Imperial Marhaba há pelo menos 15 ingleses, três irlandeses, um belga, um português e um alemão. Segundo a BBC, o número de ingleses pode mais que duplicar, à medida que os corpos das vítimas vão sendo identificados.

O atentado em Port El Kantoui, nas proximidades de Sousse, no Leste do país, causou o maior número de vítimas britânicas desde os ataques de 2005 aos transportes públicos de Londres, quando homens-bomba mataram 52 pessoas.

Para prevenir novos ataques, Cameron afirmou que o extremismo islâmico deve ser combatido na sua origem, em países como a Síria, o Iraque e a Líbia, onde, segundo afirmou, os terroristas do "Estado islâmico" (EI) praticam o "seu culto de morte".

"Há pessoas no Iraque e na Síria que estão a preparar actos terríveis na Grã-Bretanha e em outros lugares, e enquanto o ISIS (sigla em inglês para o Estado Islâmico) existir nesses dois países nós estamos sob ameaça", disse Cameron.

O alerta internacional contra o terrorismo no Reino Unido está actualmente no nível "grave", o segundo mais alto, e uma classificação que significa que um ataque é "altamente provável". A polícia afirma que lançou uma de suas maiores operações de combate ao terrorismo em mais de uma década, após as mortes na Tunísia.

O grupo jihadista domina territórios com mais de seis milhões de habitantes no Iraque e na Síria, onde proclamou um califado no dia 29 de Junho de 2014. E reivindica a autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo, tendo já manifestado a intenção de dominar outras regiões de maioria islâmica, como a Jordânia, Israel, Palestina, Chipre e Turquia.

As atrocidades cometidas pelo grupo jihadista, como a execução de não-muçulmanos e de homossexuais, têm provocado reacções de indignação em todo o mundo.

Fonte: Económico

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