"Em 2016 vamos assistir a uma guerra civil por causa do IRS"

O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) não está satisfeito com a forma de agir do Estado.

Domingues de Azevedo, bastonário da OTOC, faz acusações ao Governo pela forma como gere os impostos, ao dar com uma mão para tirar com outra.

Quando confrontado com a questão do combate à fraude e à evasão fiscal, o bastonário garante que “não tem havido tanto combate como tem sido divulgado”, garantindo que o Executivo tem necessidade “de mostrar trabalho feito”, o que faz com que estejamos “a ouvir uma série de barbaridades”.

Por outro lado, Domingues de Azevedo revela, em entrevista ao jornal i, que não é justo uma pessoa ver uma casa penhorada por dever 1.800 euros ao Estado. “Se o Estado não pagar 1.800 euros está impávido, sereno e nada acontece, mas se devemos 1.800 euros, ele [Estado] vai buscar a casa”, explica. Neste sentido defende uma máquina fiscal mais “coerente”, “rigorosa” e “acima de tudo" com "um conceito de justiça”.

“Este Governo tem usado o sistema de dar com uma mão e tirar com a outra”, afirma o bastonário, dizendo acreditar que “para o ano, na altura da entrega das declarações de IRS, vamos assistir a uma guerra civil”. Domingues Azevedo explica que pessoas com 70 anos não estão aptas para confirmar as faturas na internet e muitos dos contabilistas não o fazem.

No que diz respeito as faturas, o número continua a aumentar mas o bastonário considera que “é uma vergonha o que se passou e continua a passar”, revelando indignação em relação à oferta de um carro na ‘Fatura da Sorte’.

“Preferia que o Governo atribuísse um mérito a quem pede fatura. Porque não um crédito ou dinheiro? Em vez de pagar o carro porque não dar o dinheiro às pessoas?”, sugere o bastonário, que não percebe qual a razão de dar um carro a alguém que não sabe o que fazer com ele e muitas vezes apenas o quer vender.

Fonte: Noticias ao Minuto

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