Irregularidades em mais de metade dos cursos da Lusófona

Os 152 ex-alunos a quem foram concedidas equivalências “ilegais” estavam distribuídos por 28 cursos da Lusófona. 97 vão ter de regressar à universidade, sem pagar propina.

Os 152 ex-alunos da Lusófona a quem foram atribuídas equivalências "ilegais", concedidas por experiência profissional ou académica, estavam distribuídos por mais de metade dos cursos da universidade. Entre as equivalências que Nuno Crato exigiu que sejam corrigidas - sob pena de serem enviadas para o Ministério Público para serem anuladas - foram detectados casos em 28 licenciaturas e mestrados integrados em diversas áreas. São 60% do total dos cursos em funcionamento na Lusófona.

Mas há um curso que se destaca: Estudos de Segurança. Só nesta licenciatura foram sinalizados um terço (47) do total das 152 equivalências onde foram detectadas "ilegalidades especialmente graves". Entre os nomes de ex-alunos deste curso encontram-se membros da Polícia Judiciária, da PSP ou da GNR. No curso de Engenharia do Ambiente foram detectadas 14 irregularidades por falta de documentação que comprova a experiência profissional ou académica dos alunos, havendo casos de equivalências concedidas a disciplinas "inexistentes".
Estes são alguns dos dados que fazem parte do processo de fiscalização à universidade, realizada pela Inspecção Geral da Educação (IGEC), a que o Diário Económico teve acesso.

Alberto Amaral, presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, diz que as conclusões da auditoria são "reveladoras" de uma "falta de rigor só explicável porque os órgãos de gestão apropriados não exerciam as funções que lhes estão atribuídas". O responsável pela avaliação de todos os cursos superiores em funcionamento em Portugal, diz ainda que já foram detectados casos em outras instituições de "alguns excessos de creditação".

Fonte: Económico

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