Filomena Ferreira, uma das mordomas das Festas do Império de São Bento

Filomena Ferreira, 52 anos, natural da ilha Terceira, emigrou para os Estados Unidos aos 5 anos com os pais e irmãos. Casou e teve 2 filhos na Califórnia onde viveu durante 30 anos. No final, a chamada da terra natal foi mais forte e voltou com o marido e filhos. Hoje, passados 17 anos, é devota ao Espirito Santo e mordoma das festas da Freguesia de S. Bento.

Região Económica (RE) Quando soube que ira ser mordoma das Festas da Fre­guesia o que fez?
Filomena Ferreira (FF) Para mim foi uma grande alegria, a primeira coisa que fiz foi convidar os meus pais, que já não vi­nham à Terceira há seis anos, a virem assistir às festas.

RE - Como é que eles receberam o convite?
FF- Com grande entusiasmo. O meu pai já tem 85 anos e a minha mãe 80, disseram logo que sim e passaram a palavra ao resto da minha família que está emigrada na América. Nós fomos chamados para lá por uma tia que levou quase todos os irmãos. Dos 12 ape­nas três ficaram na Terceira, um está no Brasil e outro no Canadá.

RE - Qual a razão que le­vou os seus pais a partir?
FF – Em busca de uma vida melhor. Cá erámos pobres e os meus pais conseguiram vingar na Califórnia.


RE -No total quantos familiares se juntaram e vieram às festas de S. Bento?
FF - Ao todo são 30 pessoas que se vão juntar na Terceira este verão. No início só convidei os meus pais, mas depois passaram a palavra uns aos outros e, com a ajuda do Facebook, cá estamos todos.
Uma prima minha que trabalha numa agência de viagens organizou as passagens para todos. Alguns dos meus primos já cá não vinham há 31 anos, tinha saudades de todos.

Atrasos da SATA desesperam emigrantes
Luísa e Emanuel de Sousa fazem parte do grupo de trinta pessoas, familiares de Filomena Ferreira, que se juntou este ano na Terceira por ocasião das festas de S. Bento onde esta é mordoma.
Emigrada em San José, Ca­lifórnia, Luisa, funcionária de uma agência de viagens, foi a responsável pela logística deste encontro e não poupa criticas ao serviço prestado pela SATA.
Fazia quatro anos que não vinham aos Açores. Aprovei­tando o convite da prima decidiram regressar este ano e matar saudades da sua terra, integrando um grupo famili­ar entre os 9 e os 85 anos que se vai juntar este verão na ilha.
Luisa de Sousa tratou das passagens para todos eles e a experiência em termos de viagem não tem sido a me­lhor.
“ Viemos todos pela SATA por ser mais conveniente, porque se formos por Lisboa temos que lá ficar a dormir um dia à vinda e outro à ida mas os voos entre Oakland e a Terceira, este verão, tem sido um problema com atrasos sucessivos, muitos passageiros são obrigados a pernoitar em Toronto ou em Boston, quando a viagem deveria ser directa”.
Perante esta situação, refere que as informações que dispõem apontam para a avaria em dois aviões da companhia o que leva a muitos emigrantes a ficarem à espera de vaga para poderem viajar.
“Eles têm muita vontade de vir mas todos estes inconve­nientes são um grande problema, não vejo isto a acon­tecer noutras compa­nhias, pode-se atrasar um voo esporadi­camente mas no caso desta ligação da SATA tem sido todo o verão assim”.