Luís Costa, sócio de uma empresa ligada ao tratamento de resíduos e prepara-se para avançar para o sector agrícola com a construção de uma fábrica de produção de compotas

Luís Costa, 42 anos, natural da Terra Chã, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, começou a trabalhar como aprendiz de carpinteiro aos 14 anos. Atualmente, para além da sua carpintaria, é sócio, juntamente com a esposa, de uma empresa ligada ao tratamento de resíduos e prepara-se para avançar para o sector agrícola com a construção de uma fábrica de produção de compotas.

Região Económica (RE) – Fale-nos do seu percurso como empresário?
Luis Costa (LC) -Em 2000 decidi avançar por conta própria, montando um pequeno espaço com 45 metros quadrados (m2). Um ano depois surge a “Luís Rocha Costa”, já instalada num local bastante maior (200m2).O negócio continuou a prosperar o que o levou, em 2005, em conjunto com a minha esposa, a criar uma sociedade por cotas, surgindo assim a “Costa e Cardeira- Carpintaria, Maçonaria e Distribuição de Consumíveis para Informática”.

A empresa continuou a apostar numa política de crescimento, sempre com capital próprio, a única vez que me candidatei a apoios tive uma má experiência por falta de acompanhamento e conseguimos chegar ao espaço onde estamos hoje em dia, que conta com 550 m2.

RE- Como classifica o actual momento do seu sector de actividade?
LC - A nível de carpintaria está fraco o negócio devido à crise na construção civil. Esta crise já nos levou a ter que dispensar pessoal, chegámos a ter quatro funcionários e neste momento temos ape­nas um, uma situação que nos custou imenso.

RE- Estamos a falar de que valores em termos de facturação?
LC- A empresa chegou a facturar 220 a 230 mil euros anuais e agora será muito bom se chegarmos aos 40 mil. Esta quebra começou a fazer-se sentir em 2009 e daí para cá têm-se acentuado de forma muito vincada.

RE- Face a esta situação de quebra de receitas decidiu investir no sector da agricultura. Do que se trata?
LC- Produção de physalis para transformação em compotas, com a construção de uma fábrica na Terceira, única na ilha. Vamos também apostar nas aromáticas e temos outras ideias em mente que para já ainda não vamos revelar.

RE- Tem produção própria?
Temos em relação ao phy­salis, pretendemos começar com a produção fruticultura, nomeadamente tamaril, la­ranja da Baía e araçaís.

RE- Para quando está previsto o arranque da fábrica?
O projecto está a aguardar aprovação por parte da câmara municipal e a fábrica terá que estar em funcionamento em Abril do ano que vem. Mas a marca está pronta a arrancar, vamos lançar em breve o nosso site na Internet.

RE- Estamos a falar de um investimento de que ordem?
Um investimento inicial de 16 mil euros confinanciados pelo PRORURAL.