Rui e Leonor Monteiro, proprietários da Rui Monteiros Eventos

RegiãoEconomica (RE) - De que forma começou a vossa empresa?
Leonor Monteiro (LM) – Estamos a trabalhar neste sector há cerca de uma década, primeiro noutra sociedade e, desde 2010, com a nossa própria empresa a Rui Monteiro Eventos.

RE- Que tipos de serviços prestam?
LM- Temos um restaurante na Agualva e um serviço de catering para todo o tipo de eventos e, desde há três meses, abrimos um espaço de “takeaway” em Angra do Heroísmo.

RE- Porque decidiram expandir-se para Angra?
Já trabalhávamos no hipermercado da cidade e quando o contrato com eles terminou decidimos avançar para a abertura do nosso próprio espaço. Apostámos num for­mato parecido ao que já tínhamos, com serviço “takeaway”, mas para breve pensamos colocar algumas mesas para que as pessoas possam fazer a sua refeição na própria loja.
O takeaway é um complemento à restante oferta, num mercado como o da Terceira não nos podemos reduzir a um dos espaços, temos que “correr os cantinhos todos”.

Como avaliam os primeiros meses?
Rui Monteiro (RM) Está dentro das expectativas. Ainda não temos um ano abertos para podermos perceber as variações no fluxo de clientes mas para já está a corresponder.
A galinha frita é o nosso artigo com mais procura, que temos três dias fixos por semana, e no restante apresentamos uma ementa variada ao longo do mês, tanto ao almoço, como ao jantar. Ao almoço as pessoas vão para doses mais pequenas, à noite vende­mos mais doses familiares, as pessoas passam por aqui para levar o jantar para a família.

RE- Em relação ao cate­ring, o negócio tem sido estável?
LM- Temos notado uma baixa nos últimos tempos. Menor número de eventos e os que existem tem menos número de convidados, há uma tendência acentuada para as pessoas se retraírem neste tipo de coisas.

RE- Existe muita concorrência neste sector?
LM- Até agora o mercado tem dado para todos mas têm aparecido novos negócios com preços que nós não percebemos bem como é que eles conse­guem ter margem de lucro. Só na zona da Praia da Vitória tenho conhecimento de mais três.
Neste momento há uma grande guerra de preços e esse é cada vez mais o fator diferenciador. As pessoas vão atras, não da qualidade, mas do mais barato e não sei se há mercado para tanta oferta.

RE- Perante essa procura de preços baixos que estratégias têm usado?
LM- No restaurante da Agualva temos um prato do dia por um valor mais baixo e em Angra temos uma ementa económica.

RE- Quantos funcionários tem a empresa?
LM -Neste momento temos três pessoas na co­zinha do restaurante e mais um funcionário na loja de Angra.

RE- A vossa empresa be­neficiou de algum apoio público? Como avaliam essa ajuda?
RM -Sim, tivemos um apoio, julgo que são bastante uteis, aliás, se não fossem os apoios não teríamos avançado. Naturalmente que algumas dessas ajudas tem contrapartidas algo restritivas mas comparando com todos os outros obstáculos que temos que enfrentar no dia-a-dia de uma empresa, não são um problema de maior.
No nosso caso também existiu algum desconhecimento das condições, por exemplo, julgava que tinha de manter as máquinas por um período de cinco anos e neste momento to já podemos substituir algumas que avariaram, ou no caso do espaço de takeaway, julgava que não podia ter mesas no estabelecimento e afinal posso.