Marcos Lopes, sócio-gerente da SL Invest & Consulting

RE- A SL Invest & Consul­ting foi constituída recentemente por si. Quais as principais áreas de prestação de serviços? O que vos dife­rencia de outras empresas existentes no mercado?
ML- A SL Invest & Consulting surge com o objectivo de inovar na área de consultoria no Açores, incluindo sob a mesma tutela todos os serviços necessários à implementação de um projeto de investimento, desde a sua idealização à sua conclusão. Desta forma conseguimos dar um verdadeiro sentido à expressão “chave na mão” executando todas as tarefas inerentes ao processo de investimento e dessa forma reduzindo não só trabalho ao promotor mas também economizando di­nheiro ao mesmo, pois através das sinergias criadas conseguimos oferecer um produto com uma qualidade preço praticamente inigualável. Os nossos serviços vão desde a consultoria de investimento e respetiva candidatura aos quadros comunitários, até aos serviços de contabilidade analítica e geral passando pelos serviços de Marketing e Publicidade, projetos de arquitetura e especialidades de engenharia e inclusivamente obras de remo­delação e ada­p­tação dos espaços comerciais.

- Qual o perfil/formação do sócio e dos colaboradores da SL I & C?
- Eu sou licenciado em Finanças e Contabilidades pelo Instituto Superior de ciências do trabalho e da empresa (vulgo ISCTE), onde desde muito cedo comecei a desenvolver o “bichinho” do empreendedorismo muito devido à cultura da própria institui­ção académica. Os restantes colaboradores (todos eles externos à empresa, contratados sob a forma de prestação de serviços), possuem formação superior na sua área de atuação, com excepção para a equipa de Marketing e Publicidade, que apesar de não possuírem formação académica superior, possuem conhecimentos na área acima da média, tendo inclusive vencido diversos concursos com o expoente mais elevado no LabJovem 2014.

- Na atual conjuntura económica, acentuadamente recessiva, quais as oportunidades que consideram existir no mercado regional para a vossa atividade?
- No meu ponto de vista, a conjuntura económica recessiva apresenta-se como uma grande oportunidade na nossa área de atuação. A grave falta de emprego tem vindo a provocar um aumento do sentimento empreendedor da nossa população que começa a olhar para esta alternativa como uma forte possibilidade para o combate ao mesmo. Por outro lado, a queda de preços no sector imobiliário provocou um aumento no investimento da população da classe média/alta, que começa agora a olhar para este tipo de investimentos como uma alternativa muito interessante, uma vez que através do recurso a comparticipações não reembolsáveis da comunidade europeia, conseguimos atingir níveis muito bastante elevados de rentabilidade.

- A procura dos serviços da SL Invest tem sido dirigida para investimentos em que setores de atividade económica?
- Temos recebido promotores de todos os sectores de acti­vidade, alguns deles até com um forte cariz inovador, o que tem se revelado uma agradá­vel surpresa.

- Em termos geográficos, pretendem alargar a vossa atividade na prestação de serviços às outras Ilhas e eventualmente a empresas externas à RAA que aqui pretendam investir?
- Faz parte da estratégia da empresa alargar a actividade durante o ano de 2015 à ilha de Sta. Maria. As restantes i­­lhas do arquipélago pelo menos numa fase inicial, não serão abordadas. No que res­peita a empresas externas à RAA, o objectivo passa por, a partir último trimestre do corrente ano, começar a trabalhar mais a vertente de captação de investimento estrangeiro para os Açores. Essa abor­dagem será levada a cabo inicialmente com recursos a algumas parcerias em Angola e Moçambique que temos vindo a construir, procurando sempre salientar a localização de excelência do nosso arquipélago face ao continente Europeu, Africano e Americano.

- De acordo com informações que circulam no mercado, as condições de acesso de novos projetos de investimento a apoios no próximo quadro comunitário, serão bastantes mais seletivas e restritivas. Na vossa opinião, que preocupações deverão existir a este nível, de modo que se potenciem para a economia regio­nal e sobretudo para a criação de emprego, na utilização dos fundos europeus?
- O aumento do rigor na selecção dos projetos a apoiar torna-se no nosso ponto de vista essencial dada a importância da manutenção de um mercado saudável e equilibrado e evitando assim que determinadas áreas tornem-se sobre exploradas e desinteressantes. Qualquer área de actividade cuja oferta exceda em muito a procura tem como consequência praticamente inevitável o seu total desequilíbrio e consequente quebra de rentabilidade, algo que devemos evitar a todo o custo. Por outro lado, o perfil de cada empreendedor deve se encaixar de forma natural nos projetos a desempenhar, algo essencial para o sucesso do mesmo, e uma mais apertada validação dessa importante valência de qualquer projeto de investimento deverá ser sempre encarado com bons olhos.